Como Halo Infinite pretende resgatar a identidade clássica da franquia
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Ao longo de quase 20 anos, a franquia Halo já conquistou muito e ajudou consolidar o Xbox como um console apto para bater de frente com os outros do mercado mas, com o passar dos anos, a saga de Master Chief saiu das mãos de seus criadores e encontrou abrigo na 343 Industries. A partir desse ponto as coisas se complicaram um pouco, com jogos que não dominavam a indústria como no passado, e até mesmo deixavam os fãs desejando por mais, graças a retirada de funções como a tela dividida ou o desleixo com a narrativa, como em Halo 5: Guardians.

Agora, na E3 2019, uma coisa fica clara: a 343i sentiu a pressão de não estar atendendo o enorme potencial da série, e discretamente apertou o botão de reset com Halo Infinite.

O novo game arrancou suspiros durante sua apresentação na conferência da Microsoft, mostrando todo o poder gráfico de sua nova engine. Mesmo lá algumas coisas já despertavam a sensação de nostalgia: Chief já não usavam sua avançada (ainda que muito gasta) armadura de Guardians, mas sim uma versão anterior da Mark V como as que vestia durante seu treinamento de Spartan II, pré-chegada do Covenant; a música também tinha tons esperançosos mais parecidos com os de Martin O'Donnell na trilogia original, ao invés dos toques melancólicos de Halo 4 e seu sucessor. Até mesmo o Spartan tendo de ser resgatado no espaço relembra acontecimentos da franquia sob os cuidados da Bungie.

Considerando que os dois jogos anteriores da 343i foram apresentados com teasers sombrios e enigmáticos, isso já parece diferente o bastante - e então uma publicação no blog oficial confirma tudo. Em carta aberta aos fãs, o diretor de estúdio Chris Lee explicou que a abordagem para Infinite internamente é tratar o novo capítulo "como um discreto reboot", reconhecendo que os dois últimos jogos se afastaram do que definiu a franquia em 2001. "Queremos recapturar aquela sensação de estar maravilhado, e de surpresas agradáveis - e a forma certa de fazermos isso é investir no que já sabemos que é mágico e construir a partir disso". Lee garante que o próximo game ainda continuará a polêmica narrativa de Halo 5, mas que também será um excelente ponto de entrada para quem nunca se aventurou pela franquia. "Se você nunca jogou Halo antes, esse é um ótimo lugar para começar", falou.


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Tanto na narrativa quanto no design, Halo deu alguns passos errados aqui e ali e perdeu muitos de seus mais fiéis seguidores, decepcionados pelo descuido com a trama, as fases repetitivas e a mudança de foco de partidas casuais para a alta competitividade dos eSports. Enquanto o lado de torneios não deve desacelerar, dado o enorme sucesso, a 343 Industries parece comprometida em buscar um equilíbrio que se perdeu ao longo dos anos - e voltar atrás parece um passo na direção certa. Abrindo as portas da nova geração de consoles, Halo Infinite ainda deve entregar o mesmo frenesi das partidas online de Guardians - mas a exploração, a música, a narrativa e mesmo as jogatinas em tela dividida não irão se inspirar na chegada de Chief ao Xbox One, mas sim no heroísmo que o Spartan mostrava quando combatia o Covenant e nos agradáveis contras e sessões coop locais.
Fonte: Theenemy.
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